Por que cada ÁCIDO HIALURÔNICO se comporta de um jeito na pele?

Existe um ácido hialurônico melhor do que os outros? Na prática, a resposta depende de onde, como e por que ele será utilizado.
Embora todos sejam preenchimentos à base de ácido hialurônico, os produtos apresentam características diferentes. Essas diferenças são estudadas pela reologia, área que analisa como um material se comporta quando é submetido a forças e deformações.
Elasticidade está relacionada à capacidade do gel de recuperar sua forma depois de sofrer uma deformação. É uma característica importante quando se busca sustentação e resistência em determinadas regiões.
Viscosidade está relacionada à resistência do material ao fluxo e ajuda a determinar como o gel se comporta durante a aplicação e depois de depositado nos tecidos.
Coesividade representa a capacidade das partes do gel permanecerem unidas. Ela influencia a maneira como o produto se mantém integrado e se distribui nos tecidos.
Resistência à deformação ajuda a entender como o produto reage às forças de compressão, movimento e outras tensões presentes na face.
Essas propriedades não atuam isoladamente. O comportamento final do preenchedor depende da combinação entre suas características, a tecnologia utilizada na fabricação, a região tratada, a profundidade da aplicação e a biomecânica daquele tecido.
É por isso que um produto mais adequado para criar projeção e suporte em uma determinada região não necessariamente será a melhor escolha para uma área superficial, delicada ou com grande movimentação. Diferentes regiões do rosto apresentam necessidades biomecânicas distintas.
Isso também explica por que não existe “o melhor preenchedor” de maneira absoluta.
Existe o produto cujas características são mais adequadas para determinado objetivo, em determinada anatomia e naquela indicação específica. A literatura destaca, inclusive, que nenhum produto é apropriado para todas as indicações.
Por isso, a escolha do ácido hialurônico não deve se basear apenas em marca, concentração ou preferência pessoal. Conhecer a reologia do produto e relacioná-la à anatomia facial faz parte do planejamento técnico do procedimento.
Dra. Tatiana Gige – Dermatologista
Soc. Bras. de Dermatologia e de Cirurgia Dermatológica
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