Quando a queda de cabelo está relacionada ao estilo de vida.

A queda de cabelo nem sempre está relacionada exclusivamente a uma doença do couro cabeludo. Mudanças no estilo de vida também podem interferir no ciclo capilar, especialmente quando submetem o organismo a períodos prolongados de estresse ou desequilíbrio.
Estresse crônico
Situações de estresse persistente podem alterar a sinalização hormonal e inflamatória do organismo e influenciar o ciclo dos folículos. Em alguns casos, isso pode favorecer o eflúvio telógeno, condição caracterizada pelo aumento da quantidade de fios que entram simultaneamente na fase de queda.
Sono inadequado
O sono participa da regulação hormonal, metabólica e imunológica. A privação ou a má qualidade do sono, especialmente quando persistente, pode contribuir para alterações nos mecanismos envolvidos no crescimento e na manutenção dos fios.
Exercício intenso sem recuperação adequada
A atividade física é benéfica para a saúde, mas treinamentos muito intensos associados a períodos insuficientes de recuperação e baixa disponibilidade energética podem representar um estresse fisiológico para o organismo. Em determinadas situações, isso pode interferir no ciclo capilar.
Alimentação e deficiências nutricionais
O crescimento dos cabelos exige energia, proteínas, vitaminas e minerais. Dietas muito restritivas, perda rápida de peso ou deficiências de nutrientes como ferro, zinco e proteínas podem comprometer o funcionamento adequado dos folículos.
Mas atenção: nem toda queda de cabelo é consequência do estilo de vida.
A alopecia androgenética, doenças da tireoide, alterações hormonais, doenças inflamatórias e outras condições também podem provocar queda ou afinamento dos fios.
Por isso, diante de uma queda persistente ou significativa, é importante investigar a causa antes de iniciar qualquer suplementação ou tratamento por conta própria. A avaliação dermatológica pode incluir exame do couro cabeludo, análise do ciclo capilar e, quando necessário, exames laboratoriais.
Cuidar dos cabelos também significa cuidar das condições que permitem que eles cresçam. Uma rotina equilibrada pode contribuir para a saúde capilar, mas o diagnóstico correto é fundamental quando existe uma alteração persistente.
Dra. Tatiana Gige – Dermatologista
Soc. Bras. de Dermatologia e de Cirurgia Dermatológica
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